O São Paulo Futebol Clube decidiu adiar a votação referente ao possível acordo de patrocínio com o Magnum Bank, motivado por preocupações jurídicas que surgiram após recentes alterações regulatórias impostas pelo Banco Central. Embora o clube tenha interesse no investimento estimado em R$ 3,6 milhões por ano, a diretoria optou por priorizar a segurança institucional e solicitou uma análise mais profunda antes de levar o contrato à aprovação do Conselho Deliberativo.
Nos bastidores, o São Paulo segue focado na preparação para o próximo clássico. A equipe realizará um treino aberto, ação que costuma atrair grande participação da torcida e reforça o clima de mobilização no clube. Apesar desse ambiente positivo, a reunião do Conselho Deliberativo marcada para esta segunda-feira acabou trazendo um desfecho diferente do esperado para o acordo com o banco digital. A proposta, que previa a estampa da marca do Magnum Bank nas mangas das camisas de jogo e de treino, foi retirada da pauta momentos antes da votação.
A decisão partiu diretamente do presidente Julio Casares, que seguiu a recomendação do departamento jurídico do clube. Os advogados ressaltaram que as recentes mudanças nas normas do Banco Central, especialmente aquelas que impactam instituições financeiras digitais, geram incertezas que precisam ser esclarecidas antes de qualquer compromisso. Esse cenário regulatório mais rígido despertou dúvidas sobre a viabilidade legal do acordo, tornando prudente adiar a aprovação até que todas as exigências sejam plenamente compreendidas.
Caso o contrato venha a ser aprovado futuramente, o São Paulo poderá garantir uma importante entrada de receita. O acordo prevê um aporte anual de aproximadamente R$ 3,6 milhões, com validade estendida até o ano de 2031. Além do valor fixo, o patrocínio incluiria também uma remuneração variável, vinculada ao desempenho financeiro e à lucratividade do banco. Para o clube, isso poderia representar uma parceria estratégica de longo prazo, desde que todas as questões jurídicas estejam devidamente alinhadas. Por enquanto, a diretoria prefere agir com cautela, buscando proteger o São Paulo de qualquer risco que possa comprometer a segurança administrativa ou financeira da instituição.
